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Por que a Direção Nacional do PT e Lula Cassam a Candidatura de Marília Arraes para se aliar a Paulo

  • 3 de ago. de 2018
  • 3 min de leitura

Nas últimas semanas, aconteceu uma verdadeira “guerra” do PT de Pernambuco contra a decisão da direção nacional do partido que retirou a candidatura própria de Marília Arraes ao governo do estado e impôs uma aliança com o PSB de Paulo Câmara, mesmo tendo o encontro estadual, que reuniu 300 delegados(as), aprovado, por ampla maioria, a candidatura da vereadora petista ao governo de Pernambuco.

Por que a executiva nacional do PT com aval de Lula, preferiu assumir o desgaste com a base do partido e apoiar Paulo Câmara, considerado “golpista” pelos militantes do PT? Mesmo preso, diante do desastre do Governo Temer, Lula lidera as pesquisas de opinião como um mal menor, por isso o PT adotou a tática de manter Lula até as últimas instâncias e preparar seu plano B, a candidatura de Fernando Haddad a presidente. Mas, para Lula e a direção nacional do partido dos trabalhadores, a estratégia, mesmo com a queda de Dilma ou a prisão de Lula é manter a política de governar com e para a burguesia, é manter a política de conciliação de classes com as oligarquias, com os latifundiários, banqueiros e os donos das grandes empresas nacionais e estrangeiras. Essa coligação com o PSB de Paulo Câmara, gerente dos negócios das grandes empresas estrangeiras e nacionais no estado e que votou a favor do impeachment de Dilma, joga por água abaixo a tese do Golpe. Mas, não apenas com o PSB, o PT está se aliando em 15 estados compartidos ditos há pouco tempo como “golpistas”. Para aqueles que culpam a direção nacional do PT e poupam Lula, o Senador Humberto Costa, maior defensor da aliança com Paulo Câmara no estado, porta voz de Lula e da direção nacional do PT, afirmou na imprensa: “ Vocês acreditam que existe alguma coisa que seja aprovada no PT que não tenha o apoio ou o conhecimento de Lula?". O que demonstra uma falta de democracia desse partido refletindo também nesse terreno a degeneração do Partido.

O PC do B por sua vez que afirma ter um golpe no País, não faz nenhuma cerimônia para ter Luciana Santos como Vice de Paulo Câmara. Além disso, um ex-aliiado de Lula no estado, o empresário e Senador Armando Monteiro (PTB), candidato ao governo nessas eleições, e que como senador votou a favor de todas as reformas do governo TEMER, coerente com seus interesses, hoje está com TEMER, DEM e PSDB. Por sua vez Marília Arraes, não representa uma candidatura da classe trabalhadora e menos ainda daquele PT das origens, que se refletia em candidaturas operárias ou vindas dos movimentos sociais. Marília reflete outro momento, onde os que têm mandato têm vez e voto em suas bases. Reflete mais uma ruptura na Família Arraes do que qualquer projeto da classe trabalhadora. Não é a toa que como candidata a governadora havia lançado Silvio Costa como candidato ao senado na sua chapa, que não vacilou como deputado federal de votar a favor na PEC dos gastos públicos que congela os gastos de saúde e educação por 20 anos.

O PSOL por outro lado faz um chamado para que as bases do PT que estão com Marília se somem à sua candidatura, no entanto esse partido esquece de dizer que em nível nacional o PSOL, o PSB de Paulo Câmara, o PDT de Ciro Gomes, o PC do B, PCB e o PT lançaram em abril desse ano um manifesto em comum defendendo uma frente ampla e um projeto de país. Nesse manifesto nada sobre a dívida pública nem auditoria ou suspensão do pagamento da dívida, uma frente com partidos da burguesia e outros que se reivindicam de esquerda mas que quando nos governos se submetem à burguesia, o centro é a defesa da “democracia” dos ricos e nenhum enfrentamento ao sistema capitalista.

Por isso, em nível nacional o PSTU lançou Vera Lúcia para presidente da República, candidata operária, mulher e negra , como a única candidatura a presidente nessas eleições a combater o “Mercado” capitalista para através de uma revolução socialista, a organização da nossa classe em conselhos populares possamos fazer uma rebelião contra os governos e capitalistas responsáveis pela miséria da maioria do nosso povo, que realize uma auditoria e suspenda o pagamento da dívida pública e estatize o sistema financeiro e as grandes empresas capitalistas, sob controle dos trabalhadores e não dos políticos de plantão, como única forma de garantir emprego, salário, terra, saúde e educação e um futuro promissor para a classe trabalhadora e os mais pobres desse país.


Aqui em Pernambuco, lançamos Simone Fontana, mulher trabalhadora da educação como professora e ex-sindicalista do Sindicato dos Professores Municiais do Recife ( SIMPERE) para apresentar a proposta de rebelião e uma verdadeira mudança para a classe trabalhadora e os setores mais oprimidos como os negros, mulheres, LGBT's e imigrantes.


DIREÇÃO ESTADUAL DO PSTU PERNAMBUCO




 
 
 

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